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quarta-feira, 13 de abril de 2011

ANÁLISE DA SEMANA: O MASSACRE DE REALENGO


O que mais se comentou na mídia nos últimos dias foi o massacre cometido por Welington Menezes de Oliveira contra jovens garotos da escola Tasso da Silveira no Realengo, Rio de janeiro. Crime que já percorreu o mundo agora abate os brasileiros e traz a baila o jornalismo sensacionalista, a política aproveitadora e o medo da população.
O anunciado "terrorismo", o "bullying", os desvios sociais, falta de policiamento, ou doença, enfim, tudo que vimos nos últimos dias dão conta que nossa sociedade está com problemas, que precisam ser encarados por todos, políticos, empresas, cidadãos, escolas, profissionais de saúde, família, religiosos, todos.
Alguns pontos merecem reflexão e atenção. Vejamos:
- Acompanhamento escolar - Lembro que na minha escola entre 1970 e 1980 havia o chamado SOE (Serviço de Orientação Escolar) que tinha como missão ajustar condutas escolares, fosse no campo da sociabilização dos alunos ou de desajustes comportamentais dos mestres. Era esta idéia que tinha. Não sei se ainda temos isso hoje, mas necesário se faz, que tenhamos algo do gênero, até melhorado, ou otimizado na assistência escolar, social e psicológica. No caso em foco, os alunos daquela escola, os vizinhos, os familiares, todos que o crecavam, o viam com problemas, com desvios, que independente das causas, careciam de ajuda, de acompanhamento. Passou batido o desvio onde necessariamente deveria ser realinhado ou reavaliado. Da formação educacional sairá o nosso futuro. Se persistem os erros, persistiram os problemas;
- A família - o histórico familiar foi complicado, não que se justifique, mas não foi fácil. Mãe biológica com problemas mentais, falecida, foi adotado e posteriormente perdeu seus pais adotivos. Vivia só, quase sem falar com os irmãos. Onde eles estavam? Que tipo de ação, de amor, de fraternidade, de atenção foi dada a este rapaz? Se os desvios de relacionamento eram visíveis, porquê não foi ajudado pela sua família?
A família é a base. O amor é o remédio, seja para reparação social ou para recuperação da saúde mental, ou até, espiritualmente falando, para aprendizado daquele que precisa de amparo;
- Religiosidade - Lógico que o aprendizado Religioso contribui na formação dos alunos, da família, do indivíduo. Compreender melhor a si mesmo, a vida, contribui no comportamento, somando para formação de sua perrsonalidade e definindo com clareza seu compor escolhendo e definindo, as ocupações às quais irá se dedicar, e com isso descobrir o empenho sério com a própria vida que o homem descobre a si mesmo, e assim tentar mostrar o quanto a Formação Ética é importante na vida do ser humano. Discutiremos aqui o Ensino Religioso não como uma catequese ou um ensitamento social e ético. A doutrina religiosa ou espiritualé mais um aprendizado, mais uma vacina para a vida;
- Segurança escolar - Muito ouvimos que precisamos aumentar o policiamento nas escolas. Mas como? Colocar policias armados? Escoltas? Isso impediria Welington? Obviamente que não! Ele já havia conseguido acesso. Entraria do mesmo jeito. Mas temos que encontrar mecanismos para evitar que alunos armados entrem nas escolas. Soqueiras, canivetes, revolveres, não podem ter ingresso nas salas de aula. Algumas escolas de ensino particular já colocaram detetores de metais em suas portas o que evita o porte destes objetos que causam tanta inquietude aos pais como aos próprios alunos, que devem se sentir seguros e confortáveis no seu ambiente escolar a fim de um maior aproveitamento do quanto ensinado. E vejam, a segurança não é só contra a violência entre alunos, é também dirigida a vaidade, pois muitos alunos mostram armas de seus pais apenas para valorizar seu status, o que gera muitos acidentes indesejados;
- Armas na sociedade - Volta a tona do recolheimnto de armas da sociedade, com o renascimento de plebiscito e tudo mais, o que nem precisa. Carece apenas de coragem política para que o legislativo criei leis que estimule o desarmamento, dificulte a obtenção de armas e penalize pesadamente os infratores. Na forma banal em que as armas se apresentam em nossa sociedade é que não pode ficar.
- Televisão - A violencia na TV brasileira passou a ser uma coisa aceitável. Esta violencia publicada diariamente, trivial, que passou a fazer parte de nossa cultura, foi simplesmente inserida e nos adaptamos a ela. A moralidade ficou ultrapassada. Nossa sociedade passou assim a ser menos sensível ao sofrimento alheio e passou a se comporta de maneira brutal. A sociedade e o governo devem intervir nisso de forma a criar reflexos futuros positivos na valorização do ser humano. Temos que modificar este desenho atual de banalização da violência que entra em nossos lares através da televisão ou teremos uma sociedade ainda mais violenta.

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